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Tiago Freitas

Agentforce: os agentes de IA da Salesforce que agora têm nome e cargo

Agentforce: os agentes de IA da Salesforce que agora têm nome e cargo

O que é o Agentforce?

Agentforce é a plataforma da Salesforce para criar e rodar agentes de IA dentro do CRM. Um agente é um programa que recebe um pedido em linguagem comum, consulta os dados da empresa e executa uma tarefa, como responder um cliente ou abrir um caso. Funciona como um assistente que lê o Salesforce e tem permissão para agir.

Um chatbot antigo segue um roteiro fixo, com botões e respostas prontas. O agente escolhe os passos sozinho, mas só dentro das ações e dos dados que alguém liberou para ele. Cada ação consome Flex Credits, a ficha de cobrança que a Salesforce usa para IA.

Por que o Agentforce voltou ao noticiário esta semana?

Foram três fatos em seis dias. Em 11 de setembro de 2026 a Salesforce lançou agentes prontos, cada um com nome de pessoa. Em 15 de setembro, no Dreamforce, liberou o Agentforce Coworker. Em 16 de setembro, no Investor Day, disse que os 100 maiores clientes mais que dobraram a receita recorrente desde o lançamento do Agentforce.

Os agentes anunciados em 11 de setembro são Casey (central de ajuda), Paige (atendimento interno de TI e RH), Carter (compras em e-commerce), Marshall (cadeia de suprimentos), Piper (geração de pipeline) e Fin (atendimento ao cliente). Todos estão em GA, sigla de General Availability: liberados para qualquer cliente comprar e usar em produção. O Hunter, de prospecção de vendas, está em piloto, com GA previsto para novembro de 2026.

O Agentforce Coworker roda dentro da tela Lightning e chama os agentes que a empresa já publicou. A Salesforce diz que ele chegou a 100 mil usuários em 35 dias. Esse número e os percentuais de clientes citados nos comunicados foram publicados pela própria Salesforce.

O que muda para quem trabalha com Salesforce ou com IA?

O projeto passa a começar por um agente pronto, e não por uma configuração do zero. O trabalho de quem implanta fica em definir quais dados o agente pode ler, quais ações pode executar e com qual permissão. Preço e empacotamento ainda podem mudar: o comunicado de 15 de setembro diz isso com essas palavras.

Algumas dicas para um primeiro piloto:

  • Dê ao agente um permission set só de leitura, nos objetos e campos de que ele precisa. Libere escrita uma ação por vez.
  • Meça a linha de base antes de ligar o agente: quantos casos fecham hoje sem nenhum toque humano. Sem esse número não dá para comparar com os percentuais do fornecedor.
  • Teste com as automações ligadas. Validation rules, Flows e triggers continuam valendo quando quem grava o registro é um agente.
  • Rode o piloto com um grupo pequeno e anote quantos Flex Credits ele consome por semana antes de ampliar.

Como isso aparece no dia a dia?

Uma analista de RH está no Lightning, abre o painel do Agentforce Coworker e pede ao agente Paige a lista de pedidos de férias da equipe parados há mais de cinco dias. O agente consulta os registros, responde na mesma tela e oferece criar as tarefas de aprovação. Ela confere a lista e confirma.

Ela não precisou montar relatório nem list view. Se o permission set do agente fosse só de leitura, ele mostraria a lista e avisaria que não pode criar as tarefas, que é o comportamento esperado na primeira semana de um piloto.